segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cultura de Investimento

10:16 Posted by GustavoRD , No comments


A nossa visão sobre investimentos ainda precisa ser bastante melhorada.

Um exemplo foi mostrado na pesquisa 2013-009 da Netspar: basicamente ela tinha três perguntas simples sobre poupança e investimento. As perguntas eram bastante fáceis para quem sabe o mínimo sobre o tema, mesmo assim apenas 30% dos norte americanos acertaram.

Se você acha que o problema é só da educação dos EUA (um país com longo histórico de investimentos em ações e empreendedorismo) saiba que metade do alemães e suíços também erraram.

Você deve estar se perguntando: "e no Brasil"? Como seria de se esperar estamos atrás de ambos, com cerca de 10% de pessoas acertando as três.

Isso quer dizer que de cada dez brasileiros apenas um essas noções básicas de investimento. Isso nos traz consequências muito graves, pois podemos verificar que apenas 20% dos brasileiros possuem mais dinheiro investido do que estão devendo.

Isso é ruim para o país, pois para as pessoas assumirem riscos e empreenderem é necessário que exista capital disponível que possa ser arriscado.

Apesar dos japoneses aprenderem noções de educação financeira nas escolas desde antes da Segunda Guerra os brasileiros até hoje mal escutam falar de poupança dentro da escola.

No momento que vamos empreender nos deparamos com essa cruel realidade: se você não consegue manter nem suas contas domésticas no azul, então provavelmente você também quebrará rapidamente sua empresa.

Portanto uma habilidade fundamental que todo empreendedor, atual ou futuro, deve ter, é noções de como manter sob controle suas finanças e  proteger seu capital.

PS: Investir não inclui apenas "colocar dinheiro na poupança", mas também montar escritórios/consultórios, contratar pessoas, comprar máquinas, emprestar, etc.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Autônomo ou Empreendedor



Hoje existe esse debate sobre a diferença entre o empreendedor e o autônomo. Vou compartilhar minha visão sobre o tema.

Inicialmente o autônomo é a pessoa que não depende de uma empresa ou equipe única para trabalhar. Geralmente executa trabalhos onde há facilidade de vender o serviço e não existe grande diferença metodológica entre os serviços prestados por diferentes profissionais. Nessa categoria se enquadram, por exemplo: consultores independentes, profissionais liberais com consultório/escritório próprio, diaristas, programadores independentes, etc.

Já o empreendedor, que pode ou não ser também um autônomo, é uma pessoa que tem uma visão diferenciada e mobiliza recursos para transformá-la em realidade. Dependendo dessa visão ela pode ser concretizada de forma autônoma (individual), em conjunto com uma equipe (sejam sócios ou funcionários) ou até mesmo dentro de uma corporação convencional (o um tanto polêmico "intra-empreendedorismo").

A autonomia é importante pois em um mercado extremamente instável como o de hoje nos tornamos muito frágeis ao depender sempre de empresas para nos prover as oportunidades de realizar trabalhos construtivos. Já o empreendedorismo permite encontrar novos nichos inexplorados e criar valor onde outras pessoas não estão percebendo ser necessário.

Muitos empreendedores começam como autônomos e conforme criam suas marca e equipe vão formando empresas, portanto existe uma forte relação entre os dois. Cada vez mais a marca pessoal do empreendedor se torna relevante nos trabalhos em que ele realiza.

Me parece um bom sinal ver cada vez mais pessoas dando passos em direção desses dois objetivos de forma a tornar o nosso ecossistema econômico mais saudável.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Fazendo Escolhas e Pagando o Preço

10:41 Posted by GustavoRD No comments


A vida nos dá opções, mas somos nós quem assumimos a responsabilidade de realizar as escolhas.

Existe uma fábula budista de uma mulher que estava em uma casa que tinha duas portas de saída. Como ela não conseguia escolher por qual das duas sair, ela estava presa dentro da casa. Um dia caiu uma tempestade que derrubou uma árvore, bloqueando uma das portas. Desse modo a mulher ficou com apenas uma saída, e ai sim conseguiu sair da casa.

Essa história pode parecer bem boba, mas é o que acontece com muita gente. Já conheci várias pessoas que queriam muito empreender mas precisaram esperar serem demitidas para que começassem.

Em grande parte todas as escolhas que temos na vida envolvem assumir algum risco. Nada é garantido, e sempre abrimos mão de uma coisa ao escolher outra. O maior problema é quando buscamos um modo de jogar essa responsabilidade nas costas de outra pessoa, seja dizendo que é o que "todo mundo faria", ou culpando pais, cônjuges, chefe, filhos, etc.

Esse hábito de sempre buscar algo ou alguém para fingir que não tínhamos opção é infantil e perigoso, pois estamos contando o pior tipo de mentira: que é quando nos esforçamos para enganar a nós mesmos. E como toda mentira, essa exige uma série de outras logo em seguida para mantê-la de pé, o que leva a uma situação cada vez mais problemática.

Assim precisamos aceitar que de todo modo correremos riscos e viveremos tanto situações maravilhosas quanto difíceis independe das nossas decisões, mas mesmo assim precisamos agir como adultos e assumir os verdadeiros motivos que nos levaram às nossas escolhas. Desse modo poderemos nos preocupar com a principal pessoa que realmente é responsável pela direção da nossa vida: nós mesmos.
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